quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Porque eu perco o sono.

Perco o sono quando está calor
Quando meu pé esfria.
Se trabalhei demais e meu corpo dói
Se não fiz nada o dia inteiro
Se briguei com alguém
Perco o sono.

Se pacientes faltaram.
Se meu dinheiro falta.
Na véspera do pagamento.
E se atrasar?
E se não vier?
Perco o sono

Quando um dos filhos não passa bem
Perco o sono.
Não é nada?
É tudo?
Perco o sono.

Se estou com fome
Perco o sono
Se minha barriga dói
Perco o sono.

Se sonho com meu pai
Perco o sono.
Se sonho com minha avó
Perco o sono.

Penso tanto.
Perco o sono.
Sonho tanto.
Perco o sono.



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                     Eu não sou legal








Halloween

Taí uma coisa que não se comemorava quando eu era criança: Halloween.
É interessante a tradição inglesa, irlandesa, americana e canadense, herdada dos Povos Antigos, os Celtas.
Era um festival do calendário celta da Irlanda, o Festival de Samhain, que marcava o fim do verão.
As origens  pagã e religiosa da celebração do Halloween vêm se mesclando ao longo dos anos e originalmente nada tem a ver com as bruxas.
Quando eu era pequena só conhecia Halloween de filmes e achava meio esquisito...Do jeito que eu era medrosa, era capaz de nem sair de debaixo da cama nesse dia!
Nem no meu curso de Inglês tinha essa comemoração e ninguém se cumprimentava dizendo "Happy Halloween!".


Bruxa prá mim era só a "Feiticeira", aquela que mexia o nariz e pronto: problemas resolvidos!! Bruxas más eram bruxas péssimas; geralmente gordas, feias, verruguentas e sempre dispostas a ferrar com a vida de alguém por qualquer motivo besta, tipo não ter sido convidada para uma festa de batizado...Que ridículo!! De uma torpeza!! Lógico que elas sempre se davam mal e acabavam morrendo no fim
Mas hoje as coisas mudaram...E como!! Bruxas são seres simpáticos, e diante de tanta vilania da vida real, as do folclore são fichinha!!
 


Esse ano, durante toda a semana os meninos daqui estavam num agito só. Segunda feira foi a comemoração da sala da Ana e levei foi a Lady Gaga (ou a Madonna...) prá escola. Lá, encontrei bruxas, Monster High, zumbis, mascarados, alunos de lábios pretos... Até o Harry Potter apareceu!! Hoje quem saiu de manhã comigo foi o Percy Jackson, com direito a blusa do Acampamento Meio Sangue e caixa de gostosuras com uma pegadinha bem nojenta, mas que ajudei a preparar com muito gosto. Não teve lanche a caráter aqui em casa, porque dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.Ano passado já foi de bom tamanho!!
Andando na rua hoje vi muitas crianças com fantasias e minhas amigas solteiras vão se acabar numa festa em comemoração ao Dia das Bruxas.
Será que cabe? Já coube,né?!
Ok, ok, ok...
Estou ficando velha e muito chata...
Crítica sempre fui...

Gostosuras ou travessuras??
Happy Halloween!!!
Beijos,
Lela.


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                      Desenhos animados
                   

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Inferno Astral

Ele existe.
Quando paro e penso em como o final de outubro é um período infeliz prá minha pessoa lembro dessa possibilidade.
Não que tudo funcione maravilhosamente bem nas outras épocas, mas nesses 30 dias que antecedem o meu aniversário é tudo muito. Perco mais as coisas, esqueço mais ainda de tudo, tenho mais sono, mais cansaço, menos tempo, mais bolos, menos dinheiro, menos paciência, mais tristeza, muito mais irritação ( e bota muito nisso). Não tem nada a ver com TPM ou Horário de Verão; é o inferno astral!!!


Astrologicamente falando esse período é caracterizado pelo fim de um ciclo; o Sol passa pela casa 12, que é a última, e está relacionada aos sacrifícios, doenças e às doações que devemos fazer aos outros. Por causa disso, há chances de fatalidades acontecerem na vida. Mas não dá prá generalizar, é verdade.
Talvez não seja "apenas" uma fase azarada, mas uma fase de reflexões e avaliações para o novo ciclo que vai começara a partir do dia do niver, quando o Sol (finalmente) vai para a casa 1.
Tento me agarrar a essa última explicação com minhas unhas (roídas) e dentes, sob pena de piorar o meu trismo. Porque é uma época em que eu fico muito (mais) chata, sem paciência e achando que o Universo conspira contra mim.
Tomara que as novidades que o Sol na casa 1 cheguem logo e que sejam boas!


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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Biscoitos a 8 mãos

Quem me conhece sabe das minhas dificuldades na cozinha.
É genético. Mamãe se vira ,mas não é uma mestre-cuca nem morre de amores. Não cresci vendo um amor grande pela culinária e este amor também não floresceu em mim...
Gosto de arrumar, até mesmo arrumar cozinha; tem gente que diz que eu desarrumo só prá poder arrumar.
Gosto de passar roupa, mas logicamente é uma tarefa que eu não preciso fazer diariamente.
Mas cozinhar realmente não é comigo!!
Outro dia os meninos estavam preocupadíssimos e saíram com a seguinte pergunta: "- Mãe, e se o papai morrer, o que a gente vai comer?".
O Mário cozinha muito bem e, além do mais, gosta. Então deixa a criatura, uai!! Vou tirar esse prazer dele?! 
Mas hoje não teve escapatória. Feriado do Funcionário Público... Em casa... Inventei...
Já vinha prometendo há tempos fazer uns cookies. Saí e comprei as coisas. Na garagem vi que tinha esquecido a margarina. Droga!!!! Um calor dos infernos nessa cidade hoje! Não ia sair de novo  prá comprar nem a pau! Pensei logo que tinha empurrado pro final de semana, mas não... Tinha em casa...
Não teve escapatória. Agora de noite fui prá cozinha com os dois querendo ajudar. O Mário não resiste a um barulho de colher de pau e veio também.




Foi muito divertido! Cada um fez uma coisa: Ana quebrou os ovos, Miguel colocou o chocolate e as nozes e cada um mexeu um pouquinho. E o que é melhor ficou bem gostoso!!
Amanhã o lanche da Ana prá escola serão nossos biscoitos.
Não sei se isso vai virar uma rotina, acho que não por uma série de razões. Mas pelo menos os meninos podem ter o registro de mamãe na cozinha, nem que seja com muita ajuda.

Agora, com licença, vou comer meus biscoitos.
Até,

Lela.

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                     Papelaria

sábado, 26 de outubro de 2013

Amizades e Tecnologia

Nunca deixei de ter contato com as amigas da residência. Antes era pelo telefone, depois e-mail, redes sociais (com exceção de algumas poucas que ainda não se renderam...). De qualquer forma uma sempre sabia da vida da outra e sempre eram conversas divertidas e cheias de boas lembranças.
Daí veio o "whatsapp" e o contato ficou mais estreito com videozinhos divertidos, florzinhas, mensagens de bom dia. Coisas de meninas...
Essa semana conseguiu ficar ainda melhor, com o grupo que agora dividimos por esse aplicativo e que tende a aumentar. Os mesmos apelidos, as mesmas gozações e as mesmas implicâncias de antes ditas por pessoas (teoricamente) muito sérias, professoras universitárias, diretoras de unidades de saúde, médicos responsáveis e respeitáveis.
Pessoas que dividiram caminhadas, plantões, broncas, gestações, casamentos e que têm uma história em comum, uma linda história que até hoje se traduz em amizade, carinho e respeito.
Enfim, gente que se ama!!
Eu amo; e muito!!

Beijos queridos amigos da Pediatria HSE 95/97.
Lela.



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Tumitinha, Palestina e outras confusões...

Há tempos li um livro do Mário Prata chamado "Minhas Mulheres e Meus Homens" em que ele narra fatos de sua vida ligando-os às pessoas que estiveram presentes ou tiveram alguma relevância em determinados momentos. É divertido e leve.
Depois dele li do mesmo autor o "Minhas Tudo", em que ele relaciona objetos do cotidiano com fatos da sua vida. Rolei de rir!
Ria sozinha, imaginando as cenas e vendo quantas vezes estive nas mesmas situações. Em certos momentos me identifiquei. Descobri que também troco a posição do papel higiênico,imagina...Nunca nem tinha reparado.
Agora o que me chamou atenção foi quando ele fala do amor de Tuminha, aquele da Ciranda- Cirandinha e do "álibi". Uma amiga do autor achava que "Tumitinha" era uma pessoa e ele mesmo achava que álibi era alguém, amigo dos mocinhos, já que mocinhos sempre tinham um Álibi e os bandidos não.
A crônica é uma delícia, assim como o livro.


Foi mais um momento de reconhecimento.
Quando pequena vendo o Jornal Nacional, via sempre notícias sobre a Organização Para Libertação da Palestina e imaginava que a Palestina era uma menina que tinha sido sequestrada e afastada dos seus pais. Como eu tinha dó da Palestina!! Tadinha, pequena, separada da mãe...
Eu tinha tanta certeza que Palestina era alguém que nunca me ocorreu perguntar prá mamãe; minha amiga imaginária foi batizada de Palestina.
Brincamos muito: eu e a Palestina.
O tempo passou e descobri o que era na verdade.
Quando contei isso aos meus pais eles quase caíram da cadeira de tanto rir; eles sequer imaginavam isso.
Desconfio que o Álibi e a Palestina teriam sido bons amigos...

Tchauzinho,
Lela.

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                     Projeto "Leia para uma criança"